“Engolido pelo sistema”, diz Oscar Schmidt sobre Jair Bolsonaro
O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt (66) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi “engolido pelo sistema”, que errou ao ficar defendendo os filhos em polêmicas e escândalos e que tudo isso o levou a não conquistar a reeleição em 2022. Entretanto, Oscar disse não se arrepender de ter votado em Bolsonaro em 2018.
“Bolsonaro foi engolido pelo sistema, infelizmente. Ficou defendendo filho… Filho pode te ferrar, filho não vai ficar pensando em você. A hora que tiver uma divisão, um dinheirão do lado de lá e você, ele vai escolher o dinheirão”, disse.
Oscar Schmidt disse ainda que em 2018 resolveu dar uma chance a Bolsonaro, mas que em 2022 preferiu anular o voto.
“O Bolsonaro era aquele deputado que não dava passo para frente, ficava sempre ali, depois virou presidente. Falei ‘Agora sim, vou dar um parabéns para ele’ […] mas na eleição seguinte falei: ‘Por que vou votar? Não tem razão para votar em nenhum dos dois [Lula e Bolsonaro]’. Anulei meu voto”, disse.
Em outro trecho da entrevista ao Alt Tabet, o ex-atleta, que concorreu a uma vaga no Senado em 1998, disse que fazia planos para chegar à presidência da república.
“Eu queria ser presidente da República e eu iria ser um bom presidente, mas não quis mais. Fiquei muito decepcionado [com a política], é um lugar que não era feito para mim. Meu lugar era jogando basquete, fazendo palestra, ganhando dinheiro honesto”, desabafou.
Ainda segundo Oscar, uma nova chance de chegar ao Senado, em 2022, bateu a sua porta e acompanhada de “muito dinheiro”. Mas ele recusou.
“Veio um enviado, chegou para mim e falou ‘Doutor Oscar, nós queremos que você seja candidato e para isso nós vamos te dar tanto’. Era muito dinheiro, cara, [dinheiro] que não dava para acabar… Mas falei que não queria mais [disputar cargo político]”.
E emendou: “Falei ‘não’ para muito dinheiro e com a consciência total de que estava fazendo o certo. Não dá para colocar a mão no fogo [por político], porque é certeza de que vou me queimar, é muito dinheiro [envolvido]. O povo não pensa no país, pensa no bolso deles”.
Fonte: Bnews