Câmara aprova empréstimo de R$ 17 milhões para Fundação Municipal de Saúde

A Câmara Municipal autorizou, na manhã desta quarta-feira (10), a Prefeitura de Teresina a fazer um empréstimo de R$ 17 milhões com o Banco do Brasil para investimentos e aquisições de bens da Fundação Municipal de Saúde (FMS). O pedido foi aprovado em duas votações seguidas e em regime de urgência especial.

Segundo o líder do prefeito, o vereador Luís André pontuou que os recursos vão ser aplicados em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) para a compra de medicamentos e insumos.

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“Quanto mais recurso vem para a saúde, melhor, para o melhor atendimento das UBS, dos hospitais. E isso vai ser para aquisição não só de medicamentos, mas para aquisição de materiais para que dê suporte, às UBS e aos hospitais, principalmente ao HUT”, disse.

Luís André ainda detalhou que, inicialmente, o plano era usar o dinheiro para o transporte publico, mas, a iniciativa a acabou não sendo aprovada pelo banco.

“O prefeito tinha um planejamento para a compra de ônibus, não deu certo, mas o Banco do Brasil disponibilizou esse recurso. Que seja aplicado na saúde”, disse.

Segundo o texto do PL, a operação de crédito será garantida pelo Fundo de Participação do Município (FPM) e outras receitas tributárias previstas na Constituição Federal.

O vereador Ismael Silva (PP) foi o único presente na sessão a vota contrário a operação de crédito. Em entrevista à reportagem ele pontuou que, aprovar esse montante a apenas cinco meses do fim da gestão é como assinar um cheque em branco para o Palácio da Cidade.

“Nem mesmo quando a saúde esteve apresentando um grau de deficiência ainda maior e de preocupação, como ocorreu, por exemplo, em dezembro do ano passado, quando estava naquelas discussões de retirada de maquinário de dentro do HUT, nem mesmo quando teve problemas com o contrato de oxigênio, a Prefeitura se preocupou em realizar uma operação de crédito nesse montante para atender a área da saúde”, relembrou.

Já o vereador Dudu Borges (PT) propôs a criação de uma comissão para o acompanhamento dos gastos com o empréstimo.

 

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