Ex-carcereiro de Lula é chamado para trabalhar na Presidência da República

O governo federal nomeou o policial federal Paulo Rocha Gonçalves Júnior, mais conhecido como Paulão, ex-carcereiro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o período em que Lula esteve preso na Superintendência da Polícia Federal no Paraná entre 2018 e 2019, para integrar a equipe da Presidência da República. A nomeação foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) nesta quinta-feira (21/09) e é assinada pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Cappelli. No decorrer desse período de convivência, Lula e Paulão desenvolveram uma amizade. Com informações do R7.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública está estudando a criação de uma diretoria na Polícia Federal responsável pela segurança presidencial, uma medida que enfrenta resistência em outras esferas do governo. A proposta visa incluir a segurança presidencial entre as competências da pasta e da Polícia Federal, criando uma Diretoria de Segurança Presidencial e Proteção à Pessoa. No entanto, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos já se manifestou contrariamente à criação dessa diretoria, argumentando que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) já possui uma secretaria para cuidar da segurança do presidente, tornando a criação de um novo órgão com a mesma função desaconselhável.

Essas mudanças na estrutura da segurança presidencial vêm ocorrendo ao longo do ano, com a criação da Secretaria Extraordinária de Segurança Imediata do Presidente da República no início de 2023. No entanto, após o término do prazo de funcionamento dessa secretaria em junho, o governo optou por adotar um modelo híbrido, com militares, civis e policiais federais sob o comando do GSI, reduzindo o protagonismo da Polícia Federal nessa área. Recentemente, em agosto, um decreto presidencial reformulou a estrutura do GSI e estabeleceu uma secretaria específica para a segurança pessoal de Lula. Essa secretaria também é responsável pela segurança dos palácios presidenciais e das residências do presidente e do vice-presidente, bem como pela prevenção e neutralização de ameaças à segurança das autoridades protegidas.

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