Impostos para Bilionários: Fernando Haddad revela estratégia para erradicar a fome; confira

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a importância da taxação sobre os super-ricos como uma estratégia crucial para arrecadar recursos destinados ao combate à fome e à pobreza global. Durante seu discurso na Reunião Ministerial da Força Tarefa para o Estabelecimento de uma Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, Haddad observou que, ao redor do mundo, os super-ricos frequentemente utilizam subterfúgios para evitar pagar sua justa parcela de impostos.

“Isso faz com que, no topo da pirâmide, os sistemas tributários sejam regressivos, e não progressivos”, afirmou Haddad, referindo-se a um estudo realizado pelo economista Gabriel Zucman. “Se os bilionários pagassem 2% de sua riqueza em impostos, poderíamos arrecadar entre US$ 200 e US$ 250 bilhões por ano, aproximadamente cinco vezes mais do que os 10 maiores bancos multilaterais destinaram ao combate à fome e à pobreza em 2022.”

Haddad também ressaltou a necessidade de novos investimentos, como crédito subsidiado por bancos de desenvolvimento e mecanismos como os Direitos Especiais de Saque (DES), reservas formadas pelo FMI com as cinco principais moedas globais, para ajudar países a recompor suas reservas financeiras. Ele enfatizou que a criação da Aliança Global impulsiona decisivamente o debate sobre o direcionamento dos DES para enfrentar a fome e a pobreza.

“A iniciativa do Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Banco Africano de Desenvolvimento para operacionalizar essa canalização também oferece um caminho promissor para a Aliança Global”, destacou Haddad. Ele reforçou a importância de mobilizar recursos internacionais e de buscar inovações em instrumentos de financiamento para o desenvolvimento, incluindo parcerias público-privadas e a reforma dos bancos multilaterais de desenvolvimento.

FOTO: REPRODUÇÃO/AGÊNCIA GOV (FOTO: TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL
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Além do problema de recursos insuficientes, Haddad apontou a necessidade de melhorar a eficiência no uso desses recursos. “A dispersão dos projetos de cooperação internacional não apenas reduz o alcance da cooperação, mas também eleva os custos de transação para organizações internacionais, agências de desenvolvimento e países beneficiários.”

Haddad concluiu seu discurso fazendo um apelo à comunidade financeira internacional para se juntar à Aliança Global, a fim de construir um mundo mais justo e sustentável, onde a fome e a pobreza sejam apenas memórias do passado. Ele convidou o presidente do Grupo Banco Mundial, Ajay Banga, a fazer anúncios sobre a participação do Banco no pilar financeiro da Aliança Global.

Fonte: Reprodução/Agência Gov

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