“Levam as pessoas à ruína”, diz delegado sobre os jogos de azar divulgados por influencers no PI

Com a deflagração da Operação Jogo Sujo II, no Piauí, a Polícia Civil buscou repreender a prática de jogos de azar e lavagem de dinheiro. Os alvos foram influenciadores virtuais que divulgam os jogos de azar, como o Tigrinho, em troca de valores astronômicos.

Esse grupo costuma ostentar um alto padrão de vida como forma de atrair apostadores que, em alguns casos, não recebem premiação em que apostaram. No Brasil, os jogos de azar são considerados como prática ilegal.

O delegado Felipe Bonavides explica por qual motivo essa prática de jogos de azar tem afetado, em sua maioria, diretamente as populações de baixa renda, além de setores econômicos no país.

“Os impactos tem sido sentidos há um bom tempo. Já temos notícias que o setor varejista, ou seja, o setor de supermercados, lojas de suprimento para população tem sentido um impacto negativo porque as pessoas estão deixando de comprar suprimentos básicos em sua casa para apostar em jogos. As pessoas que já tem pouco estão deixando o pouco que tem para apostar em jogos. Isso leva a sociedade a ruina. Pessoas tem perdido casa, veículos, seus negócios. Isso tem causado um dano grande. Essas pessoas não são responsabilizadas, não pagam impostos e ostentam uma vida de mentiras nas redes sociais. As quantias pagas são imensas para divulgar esses jogos que levam as pessoas a ruína”, explica o delegado.

Os influencers são os principais alvos dos agenciadores. Em cada região do país, o grupo de pessoas consideradas famosas e com milhares de seguidores na internet são contatados pelos agenciadores para divulgação desses jogos.

Com altos valores arrecadados, eles acabam praticando outros crimes para fazer o dinheiro circular, como a prática de lavagem de dinheiro.

“Um dos crimes investigados é justamente a lavagem de dinheiro porque a medida que essas pessoas utilizam desse dinheiro ilícito para injetar nos seus negócios, a gente sabe que a maioria deles tem negócios pequenos em paralelo, esse dinheiro é injetado nos empreendimentos para retornar como um dinheiro supostamente legal. O que ficou evidente é que não há lastro, a renda incompatível desses estabelecimentos, com o padrão de vida e bens que verificamos nas casas dessas pessoas”, narra o delegado.

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