Piauiense na Flórida relata apreensão para passagem de furacão Milton: “guardamos água e alimento”
A professora aposentada piauiense Teresa Lemos, que mora na cidade de Tampa, no estado da Flórida, nos Estados Unidos, contou ao Cidadeverde.com sobre a apreensão para a passagem do furacão Milton pela região. A previsão é que os ventos ultrapassem os 200 km/h. A orientação é para que os moradores, sobretudo das áreas de encosta, deixassem suas casas pelo risco de aumento do nível das águas.
Embora more em uma cidade da costa, Teresa disse que decidiu não sair de casa porque não está tão perto do litoral. Ela conta que está com o irmão, que também é piauiense, e que tomou medidas de segurança para permanecer durante a passagem do furacão.
“A gente não vai sair porque esse local que eu estou é Tampa, mas não é no litoral, as pessoas que mandaram evacuar são só o pessoal da situação A e B, perto do litoral, e casas móveis, que podem ser arrancadas pelo vento. E ai onde eu moro não foi necessário, só quem quisesse. Muita gente saiu, desde segunda o negócio tava assim terrível, mas a gente vai ficar porque procurou toda a segurança, o que mandam fazer, a gente vai aguardar mesmo em casa”, disse.
Teresa e o irmão, que são de Teresina, moram em um apartamento de primeiro andar. Segundo ela, os riscos são menores. As principais medidas para se prevenir é armazenar água e alimentos e outros equipamentos como lanternas e baterias para casos de falta de energia elétrica. Ela conta que já teve outras experiências com furacões na Flórida.
Foto: Arquivo Pessoal
Teresa e o irmão armazenam água e alimentos para aguardar passagem do furacão Milton
Ela disse que preferiu não sair de casa tanto por conta do menor risco de impacto no local onde mora como porque há uma dificuldade grande em casos de evacuações para conseguir outros locais para ficar.
“Eu já ando aqui pelos EUA ha uns 13 anos, e geralmente venho nesse período, e estou há uns três anos aqui. Estava aqui quando o Irma passou, mas no do Irma, a gente saiu, mas resolveu não sair mais. É muito confusa a estrada, muita gente que sai, se não tivesse a multidão… Existe uma estrutura nos EUA que você encosta seu carro e tem estrutura de banheiro, só que é muita gente, por mais que tenha, não fica bom, é muito congestionado, a não ser que vá com muita antecedência. Os hotéis todos ocupado, a gente preferiu arriscar e ficar”, disse.
Nesta quarta (9), os ventos fortes já começaram a ser sentidos na cidade. No entanto, a previsão é que o furacão passe na localidade pela madrugada. A expectativa é que ela reduza seu nível de 3 para 2 – na classificação de potencial de desastre. Segundo Teresa, ela já passou por furacão nível 2 e foi possível “suportar”.
“A previsão é que passe na madrugada. Já passei por [furacão de nível] 1, nível 2 é bem forte, mas dá para suportar. Ele vai entrar em 3 e depois cai para 2”, disse.
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