Síndrome do olho seco: entenda os efeitos da umidade do ar para a saúde dos olhos

Com o avanço do clima cada vez mais quente e seco, diversos problemas com a saúde acabam surgindo, aumentando inclusive a demanda por atendimento médico oftalmológico. Um problema que acontece bastante neste período é a chamada “Síndrome do Olho Seco”, problema que, além de incômodo aos seus portadores, demanda um cuidado maior com a saúde ocular.

A Síndrome do Olho Seco é causada por uma alteração na quantidade, ou na qualidade das lágrimas produzidas pelo organismo, podendo ser causada por algum problema de saúde, alteração nas pálpebras, uso de medicamentos ou fatores ambientais. Ela também pode ser classificada de duas formas, de acordo com o médico oftalmologista Fernando Costa.

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“No primeiro, ocorre alteração na produção da lágrima, mais comum em pacientes com doenças reumatológicas – lúpus, síndrome de Sjögren, artrite reumatoide, por exemplo. Já no segundo grupo, a lágrima evapora mais rápido que o ideal, mais comum por alterações nas glândulas pálpebras (blefarite, meibomite)”, afirma.

Essas alterações nas glândulas que produzem as lágrimas podem ocorrer devido a diversos fatores externos, além da baixa umidade no ar, como o uso excessivo de telas e de aparelhos de ar condicionado e ventiladores (em especial quando direcionados à face). Pilotos de moto também podem desenvolver a síndrome caso pilotem sem o capacete, ou o utilizando, mas com a viseira levantada.

O especialista também destaca a importância da boa lubrificação dos olhos, mas evitando sempre a automedicação, sendo preferível um acompanhamento oftalmológico especializado para cada tipo de problema.

“A melhor prevenção é a consulta regular com o oftalmologista e seguir as recomendações do seu médico. De acordo com cada caso, existem procedimentos e lubrificantes recomendados para melhorar a qualidade de vida. Outro hábito importante é uma boa higienização dos cílios, lembrando sempre de piscar bem os olhos”, finaliza o profissional.

Da Redação
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