Governo Federal estuda se horário de verão será retomado neste ano

O governo federal está atualmente ponderando a viabilidade de reintroduzir o horário de verão ainda no decorrer deste ano. O Ministério de Minas e Energia (MME) tem estado envolvido na realização de análises abrangentes acerca desta questão, avaliando cuidadosamente os prós e contras da eventual retomada desta medida.

“Com o relevante crescimento da micro e minigeração distribuída, percebeu-se um retorno do período de pico à noite, que tenderia a se reduzir com a adoção da política”, afirmou o ministério em nota.

No entanto, conforme destacado pelo MME, é imprescindível levar em consideração outros impactos significativos, tais como o aumento no consumo de energia durante certos períodos do dia e as condições gerais do Sistema Interligado Nacional.

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Durante o intervalo compreendido entre os meses de outubro e fevereiro, uma prática costumeira envolvia o adiantamento dos relógios em uma hora, de acordo com o horário de Brasília. Essa medida tinha como propósito capitalizar a extensão maior da luz solar durante os meses mais quentes do ano, diminuindo, assim, a demanda por energia elétrica durante os períodos de pico.

Entretanto, nos anos recentes, as tendências no padrão de consumo energético da população evoluíram, resultando na transferência do ápice de consumo para as horas vespertinas. Em decorrência dessa mudança, os resultados originalmente almejados por essa política pública já não eram mais alcançados através do horário de verão, o que culminou na sua suspensão a partir do ano de 2019.

De acordo com informações fornecidas pelo Ministério das Minas e Energia naquela época, a diminuição da eficácia econômica do horário de verão começou a se tornar evidente e gerou questionamentos a partir do ano de 2017. Nesse período, foi registrada uma redução no consumo de energia da ordem de 2.185 megawatts, correspondente a aproximadamente R$ 145 milhões. Em contraste, no ano de 2013, a economia atingida havia alcançado a marca de R$ 405 milhões, cifra que se depletou para R$ 159,5 milhões em 2016, representando uma diminuição significativa de 60%.

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